Exploração de Cavernas em SC
CAVERNAS ( WIKI )
Caverna (do latim cavus, buraco), gruna ou gruta (do latim vulgar grupta, corruptela de crypta) é toda cavidade natural rochosa com dimensões que permitam acesso a seres humanos. Podem ter desenvolvimento horizontal ou vertical em forma de galerias e salões. Ocorrem com maior freqüência em terrenos formados por rochas sedimentares, mas também em rochas ígneas e metamórficas, além de geleiras e recifes de coral.
São originárias de uma série de processos geológicos que podem envolver uma combinação de transformações químicas, tectônicas, biológicas e atmosféricas. Devido às condições ambientais exclusivas das cavernas, esse ecossistema apresenta uma fauna especializada para viver em ambientes escuros e sem vegetação nativa. Outros animais, como os morcegos, podem transitar entre seu interior e exterior. As cavernas também foram utilizadas, em idades remotas, como ambiente seguro e moradia para o homem primitivo, fato comprovado pela imensa variedade de evidências arqueológicas e pela arte rupestre. Em alguns casos essas cavidades também podem ser chamadas de tocas, lapas ou abismos. Os termos relativos a caverna geralmente utilizam a raiz espeleo-, derivada do latim spelaeum, do grego σπήλαιον, "caverna", da mesma raiz da palavra "espelunca".
As cavernas são estudadas pela espeleologia, uma ciência multidisciplinar que envolve diversos ramos do conhecimento, como a geologia, hidrologia, biologia, paleontologia e arqueologia. Além da importância científica, a exploração de cavernas representa um grande papel no turismo de aventura (ou ecoturismo), sendo uma parte importante da economia das regiões em que ocorrem.
Grutas de Botuverá
Na localidade de Ourinho, às margens do Ribeirão do Sete o tempo deixou encravar na montanha exuberante o cenário de uma caverna geologicamente interessante e de rara beleza. Uma feição geológica natural das mais bonitas e exóticas, formada a milhões de anos.
Se constitui de fendas em rocha calcária, adornadas por formas e figuras atraentes, distribuídas em um labirinto onde se destacam vielas, passagens e salões povoados por estalactites e estalagmites constituindo um conjunto inigualável e eternizando pingos de água que gotejam continuamente do teto a centenas e milhares de anos.
Apresenta-se como a maior e mais ornamentada gruta do sul do país, ressaltando sua beleza cênica e se revestindo de um incomensurável valor paisagístico e turístico.
A caverna apresenta inúmeros salões que alcançam até 20 metros de altura, povoados por figuras, colunas e calcita escorrida entre outras formas. Possui uma única entrada conhecida e o início do seu desenvolvimento se dá em piso de argila com bloco calcário.
A partir dos primeiros 50 metros é que se vislumbra com satisfação os amplos salões que a compõem. O primeiro deles expõe a sua entrada à sua esquerda a figura de uma coluna com 2 a 3 metros de diâmetro. Segue-se através do piso com aspecto de corrimento calcítico até chegar-se ao seu espaço mais amplo onde se observa uma parede com colunas de 10 a 15 cm de diâmetro de estalactites e estalagmites compondo uma figura em muito semelhante a um belo órgão de tubos.
A partir da posição do órgão de tubos a gruta oferece três direções, uma á direita que conduz ao Salão das Orquídeas, povoado por belas flores de aragonita, uma central conduz a um pequeno lago hoje quase seco e a terceira à esquerda que oferece o acesso ao restante da caverna. Esse acesso permite se alcançar os salões da Galeria do Presépio, dos Altares, dos Candelabros, do Púlpito e da Pequena Imagem onde são ressaltadas formas belas e interessantes.
Os salões mencionados concentram a maior parte das galerias e diversificação de formas como pode ser visto.
Além das formas que dão origem aos nomes dos salões, compõe o cenário de beleza, formas não menos interessantes como elevados em piso de escorrimento calcítico, travertinos, sílica em box-works, velas, jacaré e colunas.
Estes salões possuem comunicação entre si, ressaltando em sua passagem formas ímpares topográficas como uma bela imagem lembrando uma galeria, formas cumênicas se assemelhando a um presépio, a altares, a candelabros com suas velas, a púlpito e pequenas imagens, caprichosamente esculpidas pela natureza através dos séculos.
A galeria de estalactites é a última das posições que pode ser alcançada e se estende horizontalmente através de um túnel de 130 metros, a partir do Salão dos Altares em linha reta, praticamente sem comunicações, em amplo espaço lateral e vertical.
Em toda a sua extensão a caverna é povoada por estalactites e estalagmites.
A parte da caverna mais adornada e mais interessante é a sua porção central, mais ampla, entre a posição do órgão e a entrada da galeria das estalactites, onde se acham esculpidas as mais variadas formas e estruturas calcíticas e onde salões oferecem a maior facilidade de intercomunicação. Pode-se atingir vários anfiteatros com toda a facilidade de acessos.
OBS: Atualmente algumas áreas da caverna estão com a visitação restrita, tendo vista a determinação do plano de manejo do Parque, com a finalidade única e exclusiva de não prejudicar as formações e a diversidade biológica.
Fonte : http://www.botuvera.sc.gov.br

foto : http://www.santur.sc.gov.br
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